"cantarei" o que a vida me oferecer... bichos...efemérides...alegrias...raivas(!) e o que mais adiante se verá!

29
Nov 11

 Tarde na noite.

 O prédio dorme, exausto,

 no silêncio do escuro.

 Nem um pio, um sopro, um sussurro.

 

 Ao longe, já se sente 

 o ronronar do carro vassoura

 na recolha dos detritos

 que a rua alberga à luz do dia.

 Indiferente, o prédio dorme.

 

 Mas, de repente,

 num sobressalto, todos acordam.

 Um estrondo imenso invade tudo

 num dilúvio de som, de sons,

 bem ritmados, afinados, sincronizados,

 atroando os ares.

 E o prédio treme,

 uma luz ténue ilumina

 bombos e caixas que já regressam

do cortejo.

 

Foi "O Pinheiro".

 

 

publicado por mfssantos às 23:45

E foi o dilúvio de sons do Pinheiro que deu mote a este poema... Gostei!
Beijinho
mariali a 1 de Dezembro de 2011 às 18:51

Pois é...eu não sou"velha nicolina". Mas "reajo" ao"coro" de caixas e bombos"! Vibro e percebo os que paticipam bem apegados à tradição...O filho alinha e, este ano, já levou a...filha. Mas ela que se"livre" de tocar: o Pinheiro é só para os Velhos Nicolinos! os outros...Fóra! abraço, M.F.
mfssantos a 2 de Dezembro de 2011 às 15:37

Parabéns,gostei muito.
Bjs.
detefegueiredo a 6 de Dezembro de 2011 às 20:55

Obrigada! Abraço,.M.F.
mfssantos a 7 de Dezembro de 2011 às 17:30

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