"cantarei" o que a vida me oferecer... bichos...efemérides...alegrias...raivas(!) e o que mais adiante se verá!

15
Jul 10

Frequentar livrarias é um hábito bom. Mesmo quando se não compra nenhum livro.

 

Há dias, numa dessas tais, ao folhear um livro do polaco Zygmunt Bauman, encontrei uma reflexão sobre telemóveis que veio ao encontro  de preocupações recentes:por que razão usar o telemóvel à esquerda? ou não o usar quando a carregar?etc... Mas Bauman vai mais longe,faz-nos reflectir sobre as consequências sociais do uso deste "bichinho" que já ninguém dispensa, gentes dos negócios com vantagens , de certeza; famílias, para alguma tranquilidade nos contactos rápidos; jovens...nem é bom falar...vivem "dependurados" no telemóvel, convencidos que "é de borla", esquecendo que nada é grátis, alguém estará a pagar por eles...acho que até dormem com ele debaixo da travesseira...E falam, falam, onde calha,com ouvintes por perto, escutando coisa inimagináveis..., recebendo e enviando mensagens "por dá cá aquela palha"...e, muito pior que tudo isto, indiferentes ao "outro", que está presente ,mas é como se fosse invisível...É aqui que se pergunta: estamos mais contactáveis ou...mais isolados? Em termos de relacionamento social, as coisas melhoraram ou pioraram? Eles, os telemóveis, aproximam...ou afastam?Interagem, ou isolam? Penso que é aceitável concluir que todos ficamos pior, uns porque ninguém lhes presta atenção; outros porque, de tão absorvidos pelos seus múltiplos contactos, se afastam da realidade envolvente, vivendo num mundo "de faz de conta" que acabará por desabar sobre eles...

 

O que é, sem dúvida, um privilégio da nossa era em situações especiais, tornou-se numa "praga" nas mãos erradas, neste uso e abuso constante, maléfico, egoísta, para já não mencionar, porque aqui não teria cabimento,um possível uso criminoso de um exemplo da evolução da ciência, aplicada ao bem estar colectivo.

 

O que faz falta? Não é "avisar a malta"! É preciso, como em tantas outras coisas, bom senso!

Alguém se lembra daquela personagem de novela brasileira, das mais antigas, quando elas eram ainda novidade,raridade, excepção, que vivia dependente do seu "celular"? Muito se riu Portugal na época...Pois é no ridículo que estamos a cair...por falta de algum descernimento...digo eu, que não sou ninguém, e só escrevo para não ficar a falar sozinha!

 

publicado por mfssantos às 10:14

Pois continue a escrever que não está sozinha.Tudo quanto diz é bem verdade.Se hoje é insispensável,por outro lado caiu-se no ridículo(digo eu),usando-o por tudo e por nada.
Bjs
detefegueiredo a 18 de Julho de 2010 às 20:41

Obrigada.
Continuo a não conseguir chegar ao seu blog...Só os tais anúncios...
Será o endereço que não está correcto?...abraço, M.F.
mfssantos a 20 de Julho de 2010 às 18:40

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