"cantarei" o que a vida me oferecer... bichos...efemérides...alegrias...raivas(!) e o que mais adiante se verá!

24
Mai 12

 Gonçalo M. Tavares escreveu. Eu li...e registei.Registei...  e quis guardar. Eis o que me deixou a pensar:

 

 

Os anos Pavlov da Europa

 

"Vês melhor aquilo que dói."

"Aquilo que dói existe mais."

 

"Há um corpo que diz: dói-me a Europa."

 

"Um homem que tem uma dor na Europa deve ser tratado."

"Claro que há órgãos que podem ser extraídos, porém aqui talvez não."

 

"Na experiência de Pavlov os cães salivavam..."

"Se substituirmos cão por continente, que acontece?"

"...podemos substituir a saliva pelo medo. A Europa, quando escuta certas palavras que anunciam desgraças, começa logo a tremer..."

 

" Estamos portanto diante de uma experiência de Pavlov em grande escala?"

 

"Não é necessária a desgraça em si, basta o seu anúncio."

" O importante não é o acontecimento, mas sim os seus efeitos."

publicado por mfssantos às 09:09

21
Mai 12

{#emotions_dlg.kick}Setenta e três anos. Há setenta e três anos ganhava a Académica a taça de Portugal. Este ano...voltou a ganhar.

E o que me  veio á cabeça? Se eu tenho setenta e quatro... não lembro, decididamente, nada do acontecimento. Pois não. Até prque o futebol nunca foi algo muito significativo na nossa família. Mas  a palavra TAÇA trouxe-me à memória a canção / lenga-lenga, ouvida da boca de meu Pai tantas vezes:

                                São horas de emalar a trouxa,

                                Adeus, ó tia Maria...

                                Que a Taça seria nossa...

                                Já toda a gente o sabia!

 

A taça...que taça? com certeza esta seria a taça ganha há setenta e três anos. Se eu tenho setenta e quatro...pasmo perante a força da memória, que guardou resquícios de algo importante e significativo, no dia a dia das famílias à época, e se foi mantendo ao longo dos tempos.

 

Faz esta semana 59 anos que o meu Pai faltou...Pequenas coisas, como esta, ajudam a manter viva a sua recordação.

 

 

publicado por mfssantos às 09:08

20
Mai 12

Sempre a Música. Neste caso, uma vez mais, os netos e a Música.Eles, que estão a ter oportunidades que não tive, enchem-me de alegria com os seus avanços, com os seus êxitos, com o progresso que se nota quando estudam a valer. Sim, porque, sem gosto, sem interesse...nada feito.

 

Hoje abri o Facebook ( ferramenta que vou aprendendo a usar com o descernimento necessário...mas nem sempre de acordo com o que gostaria...),abri e...logo a primeira entrada me alertou: finalmente, foto e video do "concerto" de Páscoa da neta ali estava! Eu já tinha ouvido a descrição e os comentários. Mas VER...ainda não tinha visto. E, o que vi agora, só me não deixou "de boca aberta" por causa da tal descrição que me tinham feito. Ali estava o resultado: 4 alunos duma turma de 9º ano do ensino integrado (é assim que se diz?) pegaram numa canção dos Xutos e Pontapés , adaptaram-na aos seus instrumentos e às suas vozez...e apresentaram o trabalho...para nota...Um deles fizera o arranjo para três guitarras, flauta e voz. Devem ter ensaiado afincadamente para o resultado ser o que foi: um "todo" sem "divas", uma parte em que cada um pôde mostrar seus dotes, um conjunto agradável, que impressionou pela postura, pelo avontade, pela correcção da execução...Só tenho pena de não ter estado presente...Fui agora compensada.

 

Estão de parabéns os jovens, os seus professores, que os preparam para uma autonomia responsável, a escola que assim se sabe organizar na promoção de uma educação global...e as famílias que estão por de trás de seres humanos lindos, como os que aqui referi - e não foi só pela minha neta... embora me confesse "avó babada".

 

Quero crer que os "Xutos e Pontapés" se possam sentir envaidecidos com esta versão do seu "Homem do Leme".

E que viva a Música!

publicado por mfssantos às 12:12

18
Mai 12

Acabo de ler a notícia: a renovação urbana da Praça do Toural, projecto de Maria Manuel Oliveira, do Centro de Estudos da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho, foi seleccionada entre 150 propostas de 22 países para o pémio da VIII Bienal Ibero - Americna de Arquitectura e Urbanismo, apoiado pelo Ministério do Fomento espanhol.

Mais: Portugal foi premiado seis vezes! Foi o país que recebeu mais prémios.

 

Congratulo-me com a decisão, ainda mais porque, Coimbra, a minha cidade, também foi incluída pela recuperação do que será a Casa da Escrita, da autoria de João Mendes Ribeiro.

 

Afinal...os Portugueses não estão assim tanto fóra dos níveis de excelência por que todo o mundo aspira! Força, Portugal!

publicado por mfssantos às 17:13

11
Mai 12

{#emotions_dlg.meeting}Em trinta e sete anos de actividade, só chegada a esta cidade encontrei um local de trabalho com a dignidade que a profissão merece.

Era um edifício sólido,recente, planificado criteriosamente para o número de utentes à época, satisfazendo critérios adequados à sua finalidade - naquele tempo...há cinquenta anos.

        Entretanto, muita coisa aconteceu, mudanças radicais ocorreram, houve uma revolução pelo caminho, abriram-se oportunidades para muitos mais, os espaços tornaram-se apertados...uma escola construída para 500, 600 alunos passou a ser procurada por 800, 900, 1000, 1200...talvez  mais. Das oito às vinte e três, três turnos echeram de actividade aquele espaço que se ia adaptando às urgências dos tempos - com sacrifícios, falhas, defeitos, incómodos...mas talvez sempre com espírito de serviço e prazer no dever cumprido. E as coisas foram evoluindo...as políticas de ensino foram sendo alteradas, a exigência em relação ao tempo passado na escola aumentou...a mudança tornava-se necessária.

        Até que um dia a notícia surge: a nossa escola está incluída no programa de requalificação de edifícios escolares. De facto, canalizações, parte eléctrica, esgotos...telhados...pavilhões...cozinha...recreios...exigiam atenção...

       Não é fácil "remendar"... e os espaços também não "esticam"... Soluções? Só   técnicos  da área seriam competentes, com superior aval, para definir como resolver o problema, pegando nele como um todo, integrando o que pudesse ser integrado...recriando, ou mesmo criando a partir do nada,se tal se revelasse a melhor saída. Muita gente, porém, gostaria de ter sido ouvida, de manifestar o seu amor àquelas pedras , de conservar isto ou aquilo de tão gratas recordações...É natural, é humano...mas complicaria... e de que maneira! Cinquenta anos representam muita gente...se todos fossem solicitados a "dar palpite"...ainda nada estaria feito...Mas talvez tivesse aberto portas a uma maior disponibilidade para aceitar a inovação, a diferença...a mudança...Quem sabe?

       No momento, a remodelação está concluída, embora haja ainda muito trabalho pela frente, na limpeza, na decoração, no mobiliário...que sei eu! Entra-se no edifício por um hall airoso, os tectos falsos mais baixos para acomodar tubos disto e daquilo. Noentanto, entradas laterais estão ao serviço dos alunos, que também ficaram a ganhar em campos de jogos, ginásios , recreios cobertos,salas deconvívio e refeições...Não faltam locais para os livros, a biblioteca antiga conservada no seu estilo próprio, a outra bem actual...Salas de desenho, com luz adequada, sala multi-media, laboratórios que já fizeram inveja a universitários de visita...Enfim, quando toda a máquina estiver "afinada", pode ser uma escola modelo. Quero crer que o seu prestígio como representante dum ensino de qualidade e dum ambiente humano cordial beneficie também com os melhoramentos havidos no património edificado.

 

P.S.

Faltou fazer votos que não falte o dinheiro para manter "a máquina" em movimento!

publicado por mfssantos às 17:59

02
Mai 12

Gostava de ser capaz de pôr ordem no turbilhão de ideias que me invade.

Já passaram semanas, mas o assunto continua a vir à baila, nas conversas, nos jornais, na boca do povo e na de "opinion makers", em jornais, respeitáveis ou não...Quem sou eu, portanto, para "dar palpite"? Pois...sou de fóra, já não sou...jovem, já vi alguma coisa do mundo, convivo com algumas pessoas ligadas às artes, ao urbanismo, à recuperação de... enfim , basta de justificações. Vamos ao caso. A pergunta é:

 

                                                        "Varandim" no Toural...sim...ou...não?

 

Quando há mudança, reforma, remodelação...diferença... há sempre um grupo de resistentes, de "autores de obras feitas", de "espírito de contradição"...ou...de fanáticos apoiantes. Por mim, pus-me a pergunta: gosto? não gosto?...Pois não fui capaz de dar resposta. Decididamente, não poderia dizer "não gosto". Mas também me é difícil responder , " a seco", "gosto, gosto muito!". Então, como explicar-me a mim própria?

 

Só encontro uma forma, talvez difícil de aceitar por muita gente: tenho de olhar para o caso como para uma obra de arte, como produto da criação de alguém que não é " comum mortal". Olhar...como se olhasse para um quadro...de Gauguin, um prédio de Gaudi... uma escultura de   Rodin...um desenho de Picasso ou de Dali - eles que me perdoem o atrevimento! Mas, caso não gostasse de alguma das suas obras...não me passaria pela cabeça exigir que a retirassem da avenida, do museu ou da catedral... No máximo, expressaria  agrado... ou desagrado...ou  asssim-assim...

 

Por outro lado... a arte não "serve para"...É arte. Ponto. Esta discussão vem de longe e a conclusão parece óbvia. Por conseguinte, exigir, ou apenas sugerir, que "o varandim" seja, de imediato, retirado do Toural, porque não serve para nada...parece-me uma enorme falta de respeito pelos criadores, pelas instituições "pagantes", pelos trabalhadores executantes...por aqueles que ...até gostam , ou que estão dispostos a "habituar-se", a procurar compreeender a opção do outro...

 

Se bem percebi, a ideia é que o varandim "sublinhe" o desenho no chão...lhe sirva como miradouro... Isto eu tenho dificuldade em acompanhar...mas aceito que outros o possam fazer.

Também ouvi dizer que se pretendia, com o varandim, deixar uma marca, um sinal palpável, concreto, duradouro... que servisse de testemunho para futuro da riqueza que este ano de 2012 representou para a cidade e suas gentes. Que, quando alguém perguntasse " o que faz aqui esta grade?", se pudesse responder "Ah, lembra aquele ano fabuloso em que a nossa cidade se "vestiu de lavado" para acolher as mais variadas manifestações artísticas, os visitantes, a participação integrada de representantes das comunidades locais nas celebrações...toda a animação que levou a cidade às bocas do mundo..."

 

O varandim não estorva ninguém. Divide um espaço, deixando um passeio largo para quem se desloca, e o restante largo para os que ali param, admirando as belíssimas fachadas, fotografando, reunindo para clamar vitória ou para bradar por justiça, para realizar jogos (a batalha de almofadas foi um exemplo), para fazer discursos defendendo ordeiramente pontos de vista (como em Hyde Park Corner...), para espectáculos de rua...para uma serenata, por que não? (menina estás à janela)...tudo o que a imaginação possa lobrigar....

 

Aceitam-se sugestões!

E o varandim que fique. E que seja estimado.

 

Terei "arrumado" as minhas ideias?...

 

 

publicado por mfssantos às 14:17

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