"cantarei" o que a vida me oferecer... bichos...efemérides...alegrias...raivas(!) e o que mais adiante se verá!

29
Jan 12

{#emotions_dlg.ok}Perante a novidade há, vulgarmente, duas atitudes possíveis: a expectativa ou a desconfiança. Uns...esperam para ver, outros...auguram catástrofes...e os resultados variam conforme as situações.

 

Vem isto a propósito duma das iniciativas da C.E.C. que causou em mim algum alvoroço - também quereria ter parcicipado, de uma maneira ou de outra, mas...soube tarde...não me pude "voluntariar" nem organizar, no sentido de abrir as minhas portas (pequenas e insignificantes) a uma visita musical, como as que aconteceram ontem, 28, na parte antiga da cidade. Grupos de músicos entraram e tocaram para quem estava: meia dúzia, duas dúzias...sentados, de pé, conforme os espaços oferecidos permitiam. Calculo que muitas pessoas ficaram de fóra - e com pena. Atrevo-me a alvitrar mais concertos ao ar livre, abertos a quantos se "acomodem" nas praças da cidade .

 

Por mim, que não pude gozar a partilha, achei a iniciativa interessantíssima: leva à des-sacralização (?) da música, não "coisa de elites eruditas", mas arte desengravatada para todos, dispensando salões, fraques e casacas, tiaras e vestidos longos...- isso era "naquele tempo"! Agora...pode levar alegria às crianças de uma escola, aos velhinhos de um lar , àqueles com mobilidade reduzida,e- mais importante ainda- a tantos humildes, que se não achavam "dignos" de pôr o pé num concerto, mesmo que, para tal, tivessem disponibilidade económica...

 

Não estive lá, não sei se tudo correu como previsto e da melhor forma. Acredito até que tenha causado alguns incómodos. Mas atrevo-me a dizer: vejam isto como um ensaio geral! E insistam e alarguem a iniciativa. Dêem-nos, por favor, um ano de música, para contrapor ao ano de crise! Executem nos átrios de prédios de andares, na pracinha dos bairros, na eira da quinta nas redondezas ( e que as há, tão convidadtivas!). Aproveitem tabém a musicalidade deste povo minhoto (eu não sou minhota, falo avontade), quem sabe não farão algumas descobertas inesperadas! Mostrem como funcionam os instrumentos, exemplifiqem o bom e o menos bom, para que aprendamos a exigir qualidade e saber valorizar, valorizando-vos! Força, jovens, gostamos muito de vos ter por cá!

 

E minimizem os ditos daqueles que não se sentiram confortáveis e que esperavam da iniciativa algo que não foi possível atingir. Com o tempo, a experiência pode ter "nota máxima". Insistam! Nós cá estaremos a apoiar. Garantido.

publicado por mfssantos às 10:38

25
Jan 12

" Cada vez que um Jornalista é silenciado, a democracia é quem sofre."

 

                                                           Hernani de Carvalho, SIC, 12.30

publicado por mfssantos às 17:04

23
Jan 12

Falar de Portugal é fácil...ou, por outra, é difícil a escolha, se há tanto que dizer! Mas falar... é fácil.

 

País pequeno, oferece uma tal variedade de paisagem, que constitui uma extensa manta de retalhos das paisagens possíveis: serra, planaltos, planícies, cursos de água, revoltos uns, remansosos outros, cidades, modernas e antiquíssimas,mar (ai, o mar português!), praias de falésia ou areal extenso... santo Deus! Como é possível sintetizar tantas maravilhas que a visão nos proporciona?!

 

Depois...depois os cheiros, da terra molhada após a chuva, da marezia e do peixe fresco, das flores e dos frutos no quintal, dos animais em aprazível convivência com o homem, seu amo e amigo, o cheiro a cachorro e a cavalo, o cheiro a gente que se move, apressada do trabalho para o ninho familiar...o cheiro a vida, num coração a pulsar...

 

E os sabores?! Aí é que a dificuldade aumenta! Cozidos, grelhados , assados, no forno ou a brasa, como explicar? Para além das 100 formas de cozinhar bacalhau...há o frango de pica no chão, o arroz de cabidela, o cabrito assado, a chanfana e o leitão da Bairrada, a carne porco à alentejana, a açorda de marisco, a cataplana de marisco(s), a sapateira recheada, a feijoada à transmontana ou à moda do Porto... a sardinha assada nos meses sem RRRR, uma simples fritada de ovos com chouriço...Ó Portugal dos sabores, genuínos, sem "rodriguinhos" de enfeite, em abundância razoável...Uma fortuna inegualável.

 

Aos nosos ouvidos podem chegar os sons mais inesperados, passarinhos que chilreiam felizes por entre o ronronar dos motores e das apitadelas de condutores apressados, a vozeria das crianças entrando e saindo das escolas, o assobio do trabalhador na obra, os sons musicais vindos de galerias e bares, o rugir das águas na cascata, o berro da "ronca" que alerta os navios em noites de nevoeiro, o apito das fábricas, o cantar do galo madrugador, o pregão das varinas...que ainda as há..."peixe fresco! vivinha da costa!"...

 

Num passeio pelas praias, o sabor a sal nos lábios contrasta com o arrepio causado pelo vento, fustigando-nos a pele, com o calor do sol que nos brozeia a afagar-nos... Como não sentir este Portugal imenso, jardim modesto," à beira mar plantado"?

 

Agora...que seleccionar para mostrar ao mundo?

O Porto, cidade antiga, entrada para o Douro e para as serranias de Trás os Montes...

Um desvio para o Minho, veredas românticas, abundância de flores e latadas sustentadas por granitos imponentes...

Rumo ao sul, passagem por Lamego, Arouca, Viseu, descansando olhos e a alma na Ria de Aveiro, comendo ovos moles...

Obrigatório parar em Coimbra, antever a vida académica, subir a Estrela e respirar o ar das aldeias da Serra da Lousã...

Continuar para Tomar, barragem de Castelo de Bode, visitar as grutas de Mira de Aire(?), guinar para a Nazaré , Óbidos, Caldas da Raínha...

Conquistar Santarém e comer a sopa de pedra em Almeirim, descer o rio Tejo até Lisboa...permacer aí até cansar(?!) e ganhar fõlego para seguir para o Alentejo em toda a sua pujança...Daí...vai ser difícil sair...mesmo que o Algarve acene lá no fundo, a Fóia oferecendo-nos o miradouro para as planícies e para o brilho do mar na distância...

 

E eu , que não conheço tanto de Portugal, teria dificulda em optar... Como aconselhar?

O melhor...é ver tudo! Em qualquer lado vai encontrar um povo acolhedor, prestável, pronto a servir de guia a estranhos na descoberta de seus tesouros...

 

E que esta "visão" que tenho do meu país não seja manchada por oportunistas e demagogos, que só vêem o argueiro no olho do vizinho...

 

 

publicado por mfssantos às 15:11

12
Jan 12

Com...ou sem TV ?

 

É a pergunta do momento...

Com a mudança de sistema...é preciso fazer adaptações. Isto já toda a gente percebeu... a saber:

                                        ou se compra um televisor adequado;

                                        ou...se compra um adaptador para os antigos.

Conclusão: há DESPESAS. E o que se vai ver... é o mesmo !

 

Bem, quem tem TV paga, vai ver o mesmo...  com melhor qualidade - dizem...

Mas também se ouve dizer que...o sistema previsto para Portugal poderia oferecer mais canais em sinal aberto...Ora isto é que não está previsto! Grande injustiça, digo eu, que até sugeria que se " desse" aos Portugueses qualquer coisa - já que tanto lhe tem sido "tirado"...

 

Por exemplo:"Á borla" : TODOS os canais RTP

                                             SIC

                                             TVI

                     Além disso ... um canal infantil

                                                         de desporto

                                                         de música clássica

                                                         de música popular

                                                         de séries e filmes

                                                         de história

 

Ao todo, !5 canais em sinal aberto. Dizem que é o sistema espanhol... Nuestros hermanos...

 

Tenho tv paga - para que me servem os outros cerca de 30 canais...em búlgaro...russo? nem sei...talvez em chinês! Serviam-me muito bem os 15 que referi em cima... "à borla" ! Sempre pouparia alguma coisa... Não é o que nos estão a pedir...?!

 

Mas... a  realidade é isto... Oferta diversificada, a concorrência?...Onde estão?

 

Desejo que ainda se possa "emendar a mão".  

publicado por mfssantos às 10:44

09
Jan 12

Nas minhas "papeladas", encontrei um poema usado em tempos em sala de aula, para ilustrar um tema do progama: o desemprego. Quero partilhar um pedaço dele... dá para reflectir.

 

What is a man without an income?

- Well, let him get on the dole!

 

Dole, dole, dole

hole, hole, hole

soul,soul,soul -

 

What is a man without an income?

Answer without a rigmarole.

 

On the dole, dole, dole

he´s a hole, hole, hole

in the nation´s pocket.

 

Now then, you leave a man´s misfortunes alone!

 

             (...)

D. H. Lawrence, 1885 - 1930

publicado por mfssantos às 19:20

Coragem. Nunca julguei precisar de coragem. Talvez por isso tenha vindo a adiar durante...os últimos dez anos!

Abria a porta, olhava aquela dúzia de dossiers muito perfiladinhos e dizia comigo: preciso de espaço... estes papéis já não  me fazem falta... ninguém vai "utilizar isto".... bem, será que poderia ser útil a outros...? a quem?...Não quero deixar esta "herança" aos meus...Fiz várias  tentativas, mas fui sempre desistindo. Folheei muitas vezes, revi horas de pesquisa, de investimento, de procura de actractivos para os destinatários...e só hoje comecei a rasgar. A rasgar selectivamente (?!), quase tudo o que está manuscrito . Mas ainda não fui capaz de deitar para o lixo (reciclagem, melhor diria) toda aquela papelada. Papelada? Não , o termo não será o mais justo... Enfim: escrutinei um dossier, UM, deitei fóra planificações, reflexões, avaliações, plantas de salas de aula, tudo o que não fosse informação ainda hoje válida que, lá bem fundo de mim, ainda tenho esperança que venha a ser útil a alguém... Um saco cheio  de horas, tardes, noites...meses, talvez anos da minha vida!

Agora pergunto-me: quando chegarei ao fim...? serei eu capaz? ou vou continuar a querer conservar aquele retrato de mim, professora trinta sete anos, " convencida" que o meu empenhamento e esforço terá sido proveitoso para alguém?...

publicado por mfssantos às 18:28

07
Jan 12

Um livro? "Abraço", de José Luís Peixoto.

 

Uma música?...Tantas! E de cariz tão diferente...Mas foi uma agradável surpresa encontrar na net a Carminho a cantar com Pablo Albarón.

 

Um concerto? Infelizmente...só posso ouvi-los a partir de casa. O Mezzo é o meu companheiro diário, não falta por onde escolher. Mas emocionante mesmo foi ter notícia da Stopestra, no início de Outubro, na Praça dos Leões, no Porto e descobrir, naquela reunião de músicos de tantas bandas e grupos, uns duzentos(?), descobrir o meu neto...e o seu cavaquinho! Podia ser a guitarra, mas preferiu o cavaquinho, o meu neto auto-didata. Estes encontros musicais tocam-me sempre, pelo que a música pode fazer pela união, pela cumplicidade, pelo prazer de executar em conjunto...Fazem-me recordar o encontro de coros em Llangollen, País de Gales, Reino Unido, no final dos anos 50...em que o Coro da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra reuniu à sua volta mais três ou quatro coros, cantando o tradicional alemão "Muss ich denn zum Statelle hinaus", tendo como maestro um português,que regia um grupo onde só meia dúzia sabia alguma coisa da língua - não foram as palavras a juntar-nos, foi a emoção que a música em grupo provoca...

Um voto: que as iniciativas das escolas/academias de música obtenham muito êxito, sinal que estão a desempenhar com excelência a sua função, não só de treinar executantes, mas, muito mais, de preparar públicos para o gozo da Música em total plenitude.

publicado por mfssantos às 10:25

Cidadãos lutam pelos seus direitos. Neste início de ano, as populações que eram servidas pelo Ramal da Lousã vão hoje "cantar os Reis" ao Ministro da Economia... Oxalá o "recado" seja bem expressivo,a ver se alguém percebe a falta que faz o velhinho combóio...Já agora...uma sugestão: convidem "as altas esferas" a fazer, durante uma semana, a vida que faz um estudante, uma funcionária do grande hospital, uma mulher a dias, uma grávida que vá à consulta, um velhinho que vai mudar de óculos...convidem, a Serra da Lousã oferece atractivos...o pior é chegar lá!

publicado por mfssantos às 10:03

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