"cantarei" o que a vida me oferecer... bichos...efemérides...alegrias...raivas(!) e o que mais adiante se verá!

25
Out 11

Parece que anda meio mundo a cozinhar, a dar receitas, a..."ensinar" a poupar...Fiquei a pensar com que poderia contribuir...Com muita coisa, de  certo, talvez não muito original...nem muito interessante...Pois bem, aí vai:

 

Unte levemente um pirex com óleo.

Numa taça, bata muito bem (eu uso a batedeira de varas) uma medida de óleo (milho, girassol, nada de misturadas...),a mesma medida de leite, outra medida de ovos inteiros, ...umas pedrinhas de sal (pouco!). Quando tudo isto estiver homogéneo, vá juntando, e batendo sempre, três medidas de farinha com fermento.Bata bem. Depois despeje metade da massa no pirex untado e--aqui é que está o segredo-- espalhe carnes várias, as febrinhas de frango assado que sobraram, os pedacinhos de vitela do ragú do almoço, rodelas daquele bocadinho de chouriça que ficou do cozido, umas tirinhas de bacon que até já não chegam para nada especial...enfim, o que quiser, ou o que tenha à mão. Cubra com o resto da massa. Pode pincelar com gema de ovo, fica com melhor aspecto no fim. Coze uns 20 a 30 minutos, dependendo da quantidade, em forno forte. Se tiver dúvidas, após os vinte minutos vá espetando um palito: se sair seco, está cozido; se estiver húmido, deixe mais um bocadinho...Pode ser um lanche de domingo, pode substituir uma refeição se acompanhado de uma boa salada. Bom apetite! {#emotions_dlg.coffee}

publicado por mfssantos às 17:05

24
Out 11

{#emotions_dlg.meeting}"Mulher Grande" de Mário Beja Santos é o livro que hoje termino.Cheguei até ele através da revista do Círculo de Leitores, de que sou sócia desde o seu início.Noutros tempos, cheguei a comprar dois, três livros por revista.Ultimamente, ou porque os meus gostos mudaram com a vida (com a idade, diria melhor...)ou porque a oferta se concentra demasiado em obras completas de...,colecções disto e daquilo,histórias da história, da ciência, de...de...de...- e também porque é preciso poupar! - já fiquei alguns trimestres sem nada adquirir. De momento, interessam-me os jovens autores portugueses, os que começam agora, ou só agora começam a ser falados. Não me tenho dado mal com a opção.Beja Santos não é um desconhecido, o extrordináro texto  com o título" Consumo,uma questão  de cidadania ", incluído nesta obra, é exemplo do que foi a sua actividade .Mas foi a nota de apresentação na revista que atraiu a minha curiosidade...

Aí vai:

 

"Mulher Grande" é a história de uma amizade sublime, é um olhar diferente sobre noventa anos de história de Portugal, é um largo fresco no diálogo entre gerações e uma homenagem a todos aqueles que envelhecem sem ressaibos nem amargores, dando incentivo e alento aos mais novos.

 

Como resistir a este apelo?

publicado por mfssantos às 09:20

21
Out 11

O meu vaguear pela Net , por avaria no Meo (admitida hoje, finalmente,nas gravações de atendimento),tem-me trazido ao ecran do computador ideias, informação, blogs, tudo inesperado para a minha ignorância no uso destas ferramentas...E sinto-me tentada a partilhar...quem sabe, talvez alguém se surpreenda como eu.

No seguimento de dois posts anteriores,digo eu ,encontrei o seguinte:

"I write, and write, and write. And when I´m not writing, I´m thinking about writing.I´m at war against the human slide into the muddy middle"

Rich Hoffman

www.overmanwarrior.com

Cincinnati

Está tudo ligado.Ou estou a "sonhar"?

publicado por mfssantos às 21:03

A minha caixa "Meo" "deu o berro". Ando há quinze dias em experiências, negociações... para resolver o problema. Entretanto...tenho tido vantagens...explorar as hipóteses que o computador dá e eu não domino de todo...Hoje, à falta das notícias na Tv, vagueei pela Sapo com resultados interessantes. Mas, num cantinho intitulado Podcasts, julgo que na página da TSF, li com o tal aperto no coração o que transcrevo, com a devida vénia:

                       "Uma menina atropelada.18 pessoas passam e não param. A China perdeu a alma?"

 

Há dias, escandalizou-me o anúncio a um programa, cuja imagem "varria" a figura de um ser humano, quase geometricamente colocado (ou seria abandonado?)ao meio da calçada, perante a indiferença dos passantes e - o que é muito mais grave - de quem filmava, de quem emitiu, de quem "encomendou" o anúncio...Também aqui, em Portugal, estaremos a "perder a alma"?

Tenho pena. Finalizo com uma citação, que "as tais incursões nas notícias" me fez descobrir -  vai tudo dar ao mesmo...

   

                      "We have to rebuild the tissue of this nation - if we do not, we are going to enter hell".

                        Javier Silia, poeta e pacifista mexicano

publicado por mfssantos às 09:17

19
Out 11

Em entrevista na SIC notícias, a propósito seu livro recente "A Comissão das Lágrimas", tomei nota de algumas ideias de Lobo Antunes,

que vou ter o atrevimento de registar e partilhar.

 

"Temos tendência a julgar, em vez de entender. Quando entendemos...não julgamos".

 

"É muito simples lidar com as pessoas: basta deixá-las ser como elas pensam que são, não como nós pensamos que elas são".

 

É preciso " tornar o desespero fértil: que a nossa dor não seja como bicicleta de ginásio - pedala...e não sai do sítio"

 

Relativamente a pudor disse "Eu choro para dentro, como as grutas".

 

                                              

                                                        A língua portuguesa permite estas coisas...quando usada por mão de mestre.{#emotions_dlg.meeting}

publicado por mfssantos às 21:41

Logo de manhã, ligando a tv para saber das primeiras notícias do dia com uma chávena de chá à frente, sou confrontada com uma imagem chocante. Acho que , já noutra ocasião, me perpassara pela frente;mas, na altura, não prestei atenção. Hoje, deu pra ver e reflectir. Tanto quanto me apercebi, trata-se do anúncio de uma reportagem sobre as dificuldades do pequeno comércio numa rua da Baixa de Lisboa. Seria a rua Augusta? A rua do Ouro? Confesso que não atentei nesses pormenores, porque , a princípio, algo em que nem queria acreditar, me chocou profundamente: a locutora falava, falava, mas a imagem focava, ainda que de relance, um ser humano deitado no chão, de lado, joelhos flectidos, em posição de dormir...E as palavras ditas...nada tinham a ver com aquele ser, assim vergonhosamente exposto, bem no meio do empedrado da calçada à portuguesa! Não sei de justificativa para a insólita situação. Sei, dentro do meu coração, que aquele infeliz teria merecido outro respeito: sem abrigo? doente? indisposto momentaneamente? alcoolizado até?...Fosse o que fosse. Alguém já o deveria ter socorrido, chamado uma ambulância, os bombeiros, o vizinho...sei lá...o que tivesse sido possível. Mas aproveitar a desgraça dos outros, a carência do país, a indiferenca desta sociedade egoísta, deformada, malformada(?)...para um qualquer anúncio...constitui, para mim, um escândalo e mais - tenho dúvidas se não será crime.

Entretanto, como o anúncio já passou várias vezes e a tal reportagem terá lugar hoje (se bem me lembro) , desejo que alguém tenha,finalmente, socorrido e encaminhado aquele nosso irmão. E que os autores da "ideia"para anunciar o programa tenham sido confrontados com a sua insensibilidade, eles que, por certo, estão "bem instalados" na vida. 

publicado por mfssantos às 08:34

15
Out 11

Parabéns, Infanta!

A primeira notícia do dia é uma notícia animadora nestes tempos atribulados. A "minha" escola está, mais uma vez, no topo. Já no meu tempo tinha fama. A disciplina era apertada, os mestres  exigentes e competentes, a maioria, humanos e acessíveis. A memória selectiva não me permite recordar o meu primero dia lá. Mas recodo as circunstâncias. Vinda de colégios de província, por ter sempre acompanhado as deslocações profissionais do meu Pai, dei comigo entregue a mim própria, dezasseis anos acabadinhos de fazer,sem conhecer ninguém...Dez minutos a pé, da Conchada à Praça da República, para tomar o trolley para o Calhabé, àquela hora apinhado de estudantada...numa solidão pesada, de luto dos pés à cabeça...o peso da responsabilidade muito presente...só  me vejo sentada na segunda fila da "sala de Desenho", fria na temperatura e espartana na decoração...dezasseis meninas de Germânicas com aulas comuns a Filosofia, Literatura Portuguesa e Organização Política da Nação aos outros cursos de Letras...tudo novidade, uma grande ânsia de cumprir, de acertar, de fazer bem...toda a concentração no desejo de aprender, às vezes, consciente de uma deficiente preparação anterior...foram grandes Professoras que me levaram a ultrapassar as dificuldades que, de certo, senti.

 

Quero hoje, aqui, prestar homenagem àquelas que me ajudaram a crescer, a vir a ser quem fui...quem sou.

A D. Isabel Mota, professora de Latim e Directora de Turma. Testava a nossa aprendizagem aos sábados, de quinze em quinze dias; na segunda feira seguinte, com os testes corrigidos, havia em cima da secretária uns pacotinhos...Quem tivera 14 ou mais, tinha a sua nota em biscoitinhos feitos carinhosamente, diria também ,orgulhosamente, pela nossa Professora. Recebê-los era uma honra como subir ao podium numa competição.

A Senhora D. Virgínia Gersão, tia da Teolinda e da Liliana Gersão, que eram nosas colegas, grande mestra de Literatura Portuguesa, abriu os nossos olhos e despertou a nossa sensibilidade para as belezas dos nossos autores...

A D. Laura Palhinha, casada com o Dr. Leitão de Figueiredo, portadora de uma surdez que nos levava a um silêncio total na aula! nem  um pio, nunhum atrevimento, concentração total...talvez por isso mesmo, bons resultados (eu tive 19,5 no exame final do 7º ano).Foi ela que nos fez compreender o Alemão como uma língua muito mais fácil de aprender do que corria, língua com uma notável capacidade de expressão, com textos lindíssimos que estudámos, apesar de frequentarmos apenas anos de iniciação...

A D. Reveriana, professora de Inglês, às voltas com o recém-pubicado Livro Único para o Inglês do 6º e 7º anos, livro que ainda era o usado quando fiz o meu estágio profisional, compacto, difícil...mal usado durante muito tempo, como um dia o autor me explicou tão bem! (Os textos informativos, pesados, massudos...eram para consultar, usar pontualmente; textos para estudar, aprofundar...eram os da última secção do livro, textos literários dos melhores autores, exemplos bem mais atraentes para nos introduzir na Literatura Inglesa...)

A D. Dionísia Camões, 11 filhos (!), formada em Direito, Reitora do Liceu, professora de Organizçaõ Política, severa, mantinha-nos "perfiladas" e concentradas durante as aulas...Ai de quem olhasse para o lado! E nós tão ignorantes, tão distantes da organização política do país...tão desinformadas, "amorfas", "a leste" de algo que se veio a provar tão necessário anos mais tarde...

Da professora de Filisofia não lembro o nome, talvez Natália, mas não tenho a certeza. Mas lembro a sua falta de tacto comigo...menina só, de luto pesado, a começar apenas a ler agora algo mais que os romances cor-de-rosa (ou seriam de capa azul?)...com vocabulário básico, sem ninguém em casa com quem "entrar" nos temas da Filosofia...."a menina não tem capacidade para tirar um curso superior"--Se isto é coisa que se diga! No 7º ano, tive 18 a Latim, !6 a Literatura Portuguesa, 19,5 a Alemão, 13 a Inglês ( nesse ano houve 4 notas de 13 nos exames de 7º) e 14, ou seria 15?, já não sei ao certo, a Organização Política.Filosofia...10.Provavelmente, apropriados à raiva, desinteresse,ao apenas"tem que ser", que a disciplina, ou talvez a professora,me inspiravam. E o Curso Superior acabou em 60, no tempo programado,com grandes Mestres, como Paulo Quintela, Albin Beau, Walter Withcomb, Providência e Costa, Dieter Wohl...John LÉstrange, da Casa de Inglaterra...Ai, que saudade!Quem me dera estar agora a aprender, a rasgar mares, a abrir janelas...e portas...para tanta coisa que ainda não sei! Que gosto, ainda hoje, em aprender! Com grandes Mestres, claro! Isso seria condição essencial para regressar aos bancos da Escola.

Professora que fui, aqui presto homenagem a todos os Professores, dignos deste nome.

publicado por mfssantos às 09:16

"O tempo apaga tudo -- menos o rasto do não vivido"

publicado por mfssantos às 01:00

13
Out 11

"...e o sol toldou-se no seu funeral"

Foi o que me contaram sobre a avó, da qual herdei todo o nome, conhecida pelo atenção que dispensava aos mais desfavorecidos . Era o dia treze de Outubro de 1917. Em Fátima, a uns setenta quilómetros de distância, o sol também deu sinal.

publicado por mfssantos às 21:46

12
Out 11

<...Cinco bailarinos revelam simultaneamente e singularmente uma paisagem energética, em que as suas acções são manifestações de um fenómeno crescente, imperceptível, mas sempre activo. "Violet" é uma descida íngreme para o interior de um turbilhão, um redemoinho de padrões energéticos e esculturas cinéticas hiperpormenorizadas.>

 

                                                           Centro Cultural de Vila Flor

                                                           Sábado 22 Outubro

 

" O grilo apresentou-me primeiro a mulher, disse-me que se chamava Sophia e que, actualmente, ninguém evitava tão bem as palavras difíceis como ela."

                                                                                                                 "As  Palavras Difíceis", uma história de António Mega Ferreira

 

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publicado por mfssantos às 17:29

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