"cantarei" o que a vida me oferecer... bichos...efemérides...alegrias...raivas(!) e o que mais adiante se verá!

28
Mai 10

Em princípio...a noite é para dormir. Mas...será?

 

"Portugal é o país da União Europeia que fica acordado até mais tarde. A questão é: a fazer o quê?"

 

Esta frase não é minha. Vi-a na parede de um vagão-salão num combóio da CP, na última viagem que fiz. Pensei para com os meus botões que já muitas vezes protestei contra os nossos hábitos, em relação ao aproveitamento do tempo. Cada um tem o seu ritmo biológico: uns acordam cedo, outros trabalham até tarde. Trabalham?...bem..., uns trabalham, outros gozam de merecido descanso,ou aproveitam para qualquer actividade cultural ou de lazer...Tudo bem ." It's a free country". Mas eu não deixo de protestar...Já o fiz muitas vezes, por esta cidade marcar para as dez da noite, verão e inverno, conferências, concertos, passagens de modelos, bandas de música no jardim...enfim , tudo o que faz animar as gentes e a terra. Até parece estar certo. Mas...e as pessoas sós, sem companhia para andarem pela rua à noite? E as mais idosas, com dificuldades de andar, com medo de tropeçar, de não ver um um buraco no passeio...(que os há!)? E as crianças e os mais jovens que, a partir das 9.3o, já deveriam ir a caminho de um sono reparador, a fim de, no dia seguinte, serem alunos atentos e participativos nas aulas? E aqueles que têm de se erguer cedo para ir para o trabalho?...Será que todos  estes estão condenados à desinformção, à incultura,  à indiferença pelas coisas belas da arte....????

 

O que me fez repetir o que já tantas vezes disse? qual a causa próxima?

Na RTP1 terminou ontem o programa "Quarto Crescente". Já passava, e muito, da uma da manhã. Não, não sei as horas exactas a que começou. meia noite e trinta, talvez...(que isto de pontualidade nos programas... também...não há...). Fez o seu autor um apanhado das pessoas notáveis que por ali tinham passado. Não fixei números, nem nomes; mas consegui reter a presença de alguns que admiro. Ontem, para amostra da qualidade, estavam só Maria Barroso, Luísa Amaro e uma jovem criativa, cujo nome não fixei, mas que impressionou com exemplos da sua exposiçao "O Olho Biónico" Uma da manhã...Quem estaria a ver, uma quinta feira...?Um grupo de escolhidos, de iniciados, de carolas, daqueles que sabem, que têm tempo, para se informarem a que horas é o programa X ou Y ? Com certeza. E os outros? E os públicos que é preciso formar para futuro? E os que "até gostam destas coisas", mas que ,a cabecear de sono ou de cansaço, ou de ambos, se foram aí pelas onze...para dormir as tais 8 horas aconselhadas superiormente? A esses é permanentemente vedada a oportunidade de participar. Pergunto: não é isto um claro tipo de descriminação?

 

"Portugal é o país da União Europeia que fica acordado até mais tarde" ------no comments

publicado por mfssantos às 10:41

27
Mai 10

Este Maio está quase ido! Mas aconteceu tanta coisa, que até parece ter mais de 31 dias!

       

        Foi a reunião de antigos elementos do Coral das Letras, o extinto (?!) CELUC, que trouxe à memória os melhores momentos da passagem pela Universidade, uma escola de amizade e companheirismo, muito mais ainda uma escola de formação musical, que continua a juntar-nos regularmente.

        Foi a reunião dos que terminaram Germânicas em 60, com os abraços da praxe e os olhos baços à lembrança dos que já partiram...O Manuel Luís Mendes Silva, a Celeste Leitão, a Helena Bruno da Costa,a Celeste Almeida Santos, o Hélio Osvaldo Alves  ... e talvez de outros de que não tivemos notícia...Os cabelos brancos, uns mais que outros, alguns"retocados", as rugas na face, as mãos, retrato do tempo que passa ...mas também o júbilo do reencontro, o prazer da cavaqueira amena, a partilha de fotos de filhos e netos...uma vida a desenrolar-se ali, à nossa frente  ,quantos motivos para dar graças e continuar a marcar presença, não só nos encontros comemorativos, muito mais na participação na construçãode um mundo melhor!

       Foi a apresentação do trabalho do sr. Dr. Adérito sobre moínhos de vinho em pedra no concelho de Valpaços, uma pesquisa admirável na paciência, no empenho, na descoberta e posterior partilha de informação sobre usos ancestrais na zona, trabalho de um colega de quem muito nos orgulhamos.

       Em tempo de reencontro, mais outro: o de antigos professores e funcionários da Escola Martins Sarmento, quase setenta, que aceitaram convite e partilharam recordações, boas e más,tiraram fotos, plantaram uma árvore, ouviram poesia declamada, visitaram o Museu...que bom convívio!

       Inesquecível será para sempre a festa de aniversário de uma Amiga que fez cem anos, cem! Uma vida rodeada de uma grande família e incontáveis amigos...quanta honra ter podido estar presente e partilhar a alegria do momento!

       Inesquecível também a representação no Centro Cultural de Vila Flor da ópera "Arca de Noé", com música de Benjamin Britten e a colaboração de alunos e professores da Academia Moreira de Sá,que se juntaram a uma mão cheia de profisionais para um espectáculo lindíssimo. Toda a gente sabe a história de Noé e do dilúvio. Eu sabia algo mais: sabia de um texto, do século catorze ou anterior, já não sei bem, considerado a primeira peça de teatro de origem popular em inglês, "Noah's Flood", o primeiro texto de origem religiosa onde apareciam pela primeira vez elementos profanos, que tiraram a representação de dentro das igrejas para o adro, para as ruas, em carros ambulantes e, mais tarde para edifícios apropriados... Isto eu sabia. E também conhecia os magníficos coros infantis da música de Britten, através daquele disco de Christmas Carols, oferecido por um saudoso Amigo em 1963...Já nos Concertos da Páscoa intuira que a participação dos alunos da Academia na Misericórdia me fazia lembrar Britten. Só que "eles" guardaram segredo! E, assim, o espectáculo musical foi uma surpresa!Sem sombra de dúvida, tanto a encenação como a iluminação tornaram aquele texto medieval, sublinhado pela música de Britten ,numa beleza. Foi um prazer ver e ouvir.

 

      Domingo passado foi a Festa das Bem Aventuranças da Maria, no Colégio de São Teotónio, em Coimbra, o fim dos trabalhos do sétimo ano de catequese .Como já é hábito, foi uma cerimónia vivida pelas crianças e jovens, uma celebração em linguagem apropriada à sua idade, um trazer de Cristo a estes tempos tão fúteis, de competição agressiva,com a música de que eles gostam...(eu, nem tanto...)será uma boa lembrança para futuro, quem sabe..., um lema de vida.

       No próximo domingo é a vez da outra neta.Que também será marcante, assim o espero.

       E é nestas ocasiões que, dentro do meu coração, eu faço votos que estes princípios, estes valores, esta preparação durante o seu crescimento...lhes sirva de base na construção do futuro, no enfrentar dificuldades, mas também no viver em sã alegria.

 

       Um mês de Maio que vai ficar na memória.

publicado por mfssantos às 18:12

24
Mai 10

Estou triste com o meu país

        que deita papéis ao chão

        que limpa o mato dos montes

        e lá deixa, distraído,

        o plástico "modernaço" da garrafa

                                              ou garrafão...

 

        que amontoa carcaças

        de carros em fins de vida

        mesmo à entrada da aldeia

        nos prados que, antigamente,

        eram mancha colorida

        na Primavera nascente...

 

        Estou triste com a minha gente

        que não trata como sua

        a Terra que nos pertence,

        se a usarmos com Amor...

        Estou triste com este povo

        que se "esqueceu" de tratar

        de mudar

        e de , assim, ajudar

        a erigir um Mundo novo.

  

publicado por mfssantos às 21:06

22
Mai 10

A minha Amiga faz hoje cem anos. Cem anos!

      Não conheço mais ninguém com esta idade. E, noentanto, conheço alguns que, comparativamente, parecem ter cento e muitos...

      A minha Amiga recebe-nos sentada no seu cadeirão perto da janela florida. Vestida e ataviada como se fosse para uma festa, perfumada, pintura no rosto, uma de suas jóias na lapela ou ao pescoço, estende-nos os braços e dá-nos daqueles beijinhos repenicados que se dão por gosto,longe do mero cumprimento, tantas vezes mera hipocrisia...Pergunta pelos netos, comenta a notícia que ouviu na televisão, às vezes brinda-nos com a declamação de algum poema aprendido há tantos anos, mas que perdura na sua memória porque valeu a pena, marcou... Se um desabafo refere as nossas mágoas, arrelias, contratempos que a vida sempre oferece... tem uma palavra sensata, animadora, de amizade reconfortante;é um esteio que se ergue para nos apoiar.

     Querida Amiga, que podia ser minha mãe e, na verdade, me trata como igual, quanta honra tê-la conhecido um dia e ser digna da sua atenção e do seu carinho! O meu coração está grato por todos estes anos de amizade incondicional. Deixe-me que a felicite e felicite também seus filhos e netos...e bisnetos! Que o seu exemplo nos seja permitido a todos e que a sua Vida lhe proporcione ainda muitas graças e alegria. Um beijinho...dos tais!  

 

 

publicado por mfssantos às 13:07

17
Mai 10

Celebrou-se ontem mais outro dia de...

Desta vez...comunicar foi o tema.

 

Lá vão os tempos em que o rufar de tambores, ou o fumo subindo ao céu, queriam expressar a mensagem...Os pregoeiros fizeram o seu papel, mas a invenção da imprensa, essa sim, deu início a uma moderna forma de comunicar. Desde a publicação da Bíblia  à literatura panfletária, veículo das reformas que iam acontecendo,comunicar uma qualquer mensagem veio a ocupar uma cada vez maior importância em sociedade.

 

Que dizer, então, do aparecimento e expansão da Rádio?

Algumas das minhas recordações mais antigas vizualizam o grupo de amigos de meus Pais, que se reuniam pela uma da tarde de volta do nosso recém-adquirido Pilot, para ouvir o Sr. Fernando Peça dar, a partir de Londres, as últimas notícias sobre a guerra.Por outro lado, a minha Mãe  trauteava, acompanhando a emissão de rádio, a música na moda, que assinalava a exposição do mundo Português: "Lisboa nasceu, pertinho do céu, toda engalanada na fé...". Numa época em que o cinema era apanágio de três ou quatro cidades, em que os jornais nacionais eram poucos e controlados pela comissão de censura, em que a gasolina faltava e substitur um pneu velho era quase uma miragem, em que as estradas eram

algo que ninguém hoje já lembra, nem sequer imagina...nessa época, ter um rádio era um luxo e um privilégio.

 

Mais tarde - que alvoroço - apareceu a televisão. "Bruxedo", diziam os mais antigos...A princípio, pouco mais que os noticiários. Aos poucos, foi tomando horas das nossas vidas, primeiro apenas um canal, com horários distribuídos pela hora do almoço e do jantar, esta que se prolongava até perto da meia-noite, fechando com uma breve reflexão, sublinhada por música e imagens a condizer...Quanta diferença relativamente às possibilidades dos nossos tempos!Só é pena que os quatro canais, de que a maioria das pessoas dispõem hoje,sejam tão pouco imaginativos que transmitem programas paralelos em horários coincidentes, não permitindo escolhas que formem públicos para a qualidade...Quem tem a sorte de poder pagar a Tv cabo, aí, já pode escolher mais facilmente. Eu que o diga, não porque escolha muito, mas porque existe o MEZZO - abençoado! - que ligo desde cedo e se vai mantendo ao longo do dia, acompanhando as outras minhas poucas actividades.(A Música é uma excelente companhia.)

 

Hoje em dia proliferam jornais e revistas...mas não sei se a escolha será fácil... A quem pertencem? Que ideal espelham os seus editoriais? Distinguem FACTO de OPINIÃO? São independentes dos poderes  económico e político? Assumem posições responsáveis na diversidade de opiniões? ......etc.etc.etc  É que a imprensa tem enorme responsabilidade na formação da opinião pública! Por isso, não pode ser demagógica, manipulativa...menos verdadeira..."Nem tudo que vem no jornal faz lei", ouvi alguém um dia dizer...Pois é. Mas, para o bem e para o mal,marca

na vida das pessoas...

Gostaria de terminar  este meu repensar o que "as comunicações" têm a ver com o que sou e penso relembrando a sofreguidão com que era lida na minha casa de recém-casada a crítica televisiva de Mário Castrim, publicada no Diário de Lisboa lá pelos anos 60. Ele alertava para a qualidade, mas também não se cansava de rejeitar a mediocridade! A ele , e às suas crónicas, devo a minha "formação" na arte da escolha em televisão.

 

E as maravilhas da tecnologia actual? Internet e todas as redes sociais, correio eletrónico, conversa com imagem em tempo real...!!! Quem diria há bem poucos anos que seria possível! Tem riscos? Pois tem...Não há bela sem senão!

Em todo o caso...que viva a Comunicação!

publicado por mfssantos às 09:37

13
Mai 10

As transmissões das cerimónias de Fátima,com toda a tecnologia e impecável organização, trouxeram-me à ideia outros tempos, outras gentes...

 

Os meus Pais casaram em Fátima, em1936. Se hoje se faz o percurso numa hora e pouco...naquela altura...levariam quanto? de que carros dispunham?Quantas pessoas? quantos carros...? Nunca ouvi relatar estes pormenores.  Só sei que o casamento estava marcado para a uma...mas o Prior da nossa freguesia só podia realizar a cerimónia com a presença do pároco local...que apareceu muito mais tarde...No inverno...nem luz já havia para as fotos da praxe...Do que tenho muita pena.

 

Esta família, que em breve aumentaria ,voltou vezes sem conta ao local. Chegava o domingo e o meu Pai dizia"Vamos almoçar a Fátima?" E a minhã  Mãe rapidamente preparava o piquenique. No velho Fiat grenat, de capota de lona e janelas de mica, aí íamos nós...umas duas horas, por estradas cuja qualidade ninguém hoje imagina! E regressávamos felizes, indiferentes à incomodidade.

 

Outro momento que recordo  é de 54, se a memória não me atraiçoa. Alunas  no Liceu Infanta D. Maria, participámos numa peregrinação de fim de ano, num gloriosao dia de sol. À noite gelada,dormida na camioneta, seguiu-se uma manhã como porta bandeira (já não sei que bandeira)durante várias horas...que culminaram numa valente constipação. Já nessa altura não havia árvores que dessem sombra no recinto do Santuário. A capelinha era uma construção modesta, como que enterrada numa cova,protegida por umas azinheiras, duas ou três,  não sei bem. Mas o local exercia já aquela mágica atracção que se mantém, convidava ao silêncio, emocionava pela fé demonstrada pelos que chegavam e se entregavam

às suas orações.

 

Ali levámos de visita amigos e familiares, celebrámos aniversários, fomos ao encontro de companheiros, antigos e recentes...

 

Os tempos são outros. Mas ,quando se vai, não se fica indiferente.

 

 

 

 

 

 

publicado por mfssantos às 18:54

A cidade está cheia de painéis com poesia de todo o mundo - que bonita ideia, trazer a poesia para a rua ! Até me fez folhear, mais uma vez, o que há cá por casa...

 

                            "Os voos livres de Maio disciplinaram o vento

                             entraram nas palavras com pequeninos lemes azuis.

 

                             As folhas no chão ergueram - se para haver árvores

                             na disciplina desgrenhada da floresta. (...)

 

José Gomes Ferreira, in Poesia VI

 

O contexto não é o mesmo. Porém,a linguagem poética, essa, está lá na sua plenitude .

 

 

publicado por mfssantos às 09:06

12
Mai 10

 "A fidelidade é uma vocação."

 

 "Sal da terra, luz do mundo"......Seremos...? Oxalá !    

publicado por mfssantos às 20:27

09
Mai 10

O tempo corre...corre...E já lá vão 50 anos...Para relembrar, reunimos este ano a 7 e 8 em Aveiro, com uma chuva miudinha e algum frio(!). Mas nem as condições atmosféricas esmoreceram a alegria do reencontro .Não demos o passeio de barco pela Ria, mas fomos aprender a fazer "ovos moles".E alguém lembrou o pregão usual em Coimbra B: "Arrufadas de Coimbra e Barricas de Ovos Moles"!O que a memória guarda! Para animar, como de costume, ouvimos versos por poeta alentejano, o autor dos "Simericks", tradutor de Shakespear de vez em quando, o colega Simões.E extasiámo-nos perante a beleza da ria na Costa Nova, bela em qualquer tempo,quer na luz cinza de um dia de nuvens, quer na luminosidade do sul tão cantada pelos autores românticos que todos estudámos...naquele tempo...nas Letras...em Coimbra...Fica o registo...com saudade.

publicado por mfssantos às 23:46

06
Mai 10

Estou mesmo a acabar um livro, com um nome estranhíssimo, que comprei na ideia de pedir ao seu autor que mo assinasse na sua vinda aqui, à FNAC. Isto não chegou a acontecer por causa duma das tais "camuecas" que me apoquentaram há tempos e me impediram de sair. Foi pena. Conheci o autor nas Correntes de Escrita, na Póvoa de Varzim. Ouvi-lo falar, com muita simplicidade e autenticidade, dava até a impressão que a escrita é algo muito fácil, se a gente tiver alguma coisa para contar...Perante este livro fiquei convencida - se ainda o não estivesse - que não é bem assim...

Não sou ninguém para fazer "crítica literária", longe de mim tal pretensão.É uma breve nota, dando conta do que me custou, a princípio, "entrar" no texto. Não julguem que foi pelo não-uso de maiúsculas, escolha do autor. Também não foi porque as personagens são da "terceira idade", expressão que ainda não sei bem o que significa, apesar das sete décadas e tal que já conto...O que custou a ultrapassar, por motivos pessoais que aqui não interessam,foi o facto de, logo de início, a acção ter lugar num lar para idosos...Tive mesmo de teimar e, aos poucos, fui-me apercebendo que não se tratava apenas de uma "história de velhos", mas muito mais de uma análise social , simultaneamente amarga e divertida,

passando por referências históricas a um período ainda bem recente das nossas vidas, tudo apresentado numa linguagem simples, retrato de um pensamento onde as ideias se sucedem umas às outras, por vezes sem uma lógica espectável, mas que acaba por se impor e tomar conta da nossa

avidez por apreender toda a mensagem...

Só mesmo lendo!

O livro é da Alfaguara, tem o título "a máquina de fazer espanhóis",  foi escrito por valter hugo mãe e venceu o prémio literário " José Saramago".

publicado por mfssantos às 14:27

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