"cantarei" o que a vida me oferecer... bichos...efemérides...alegrias...raivas(!) e o que mais adiante se verá!

31
Mai 09

O meu Amigo partiu. Partiu e deixa saudades em quantos tiveram o privilégio de o conhecer. Várias gerações o escutaram, admiraram e com ele aprenderam...até mesmo os que o consideravam um visionário, um sonhador, uma utopia sempre em mente...vinte ou trinta  anos à frente da maioria...

Se a memória me não atraiçoa, foi em fins de 48 (ou terá sido 49?) que o meu Pai foi colocado em Arcos de Valdevez. A casa destinada aos magistrados não tinha um mínimo de condições e foi decidido ficarmos no Hotel Ribeira.Não estarímos instalados há mais de uma hora e já o jovem proprietário convidava a menina (11 anos espigados) para um passeio de barco.Ai, que medo, eu nunca pusera os pés senão em terra! E lá fui....Pois quando, volvidos uns dois anos, o meu Pai voltou a ser transferido,não só sabia remar e controlar um pequeno barco, como sabia nadar, andar de patins e de bicicleta...e estudava inglês com a ajuda de um linguofone (estará certa a ortografia?)na companhia do meu bom Amigo...recordações de criança que ficarão para sempre.

Tempos depois, a esposa do meu Amigo teve um bébé.E foi com grande entusiasmo que lhe fiz a primeira caminha!Um bébé! Uma boneca viva! que alegria!

Nas horas de aflição com a doença do meu Pai, foi este querido Amigo várias vezes a Lisboa visitar-nos, confortar-nos, apoiar-nos .

Quando, um dia, resolveu fazer carreira em África, nunca deixou de contactar, escrevendo cartas preciosas com relatos e comentários `as suas aventuras, cartas que eram testemunho do seu empenhamento em criar à volta de quem com ele trabalhava um ambiente de progresso e bem estar, no que era inteiramente apoiado por uma família dedicada...As suas preocupações pela ecologia e pelo social já eram notórias e vieram a intensificar-se no seu dia a dia após o regresso a  Portugal.

Quanta conversa; quanta história, quantas perguntas, tantas respostas inusitadas, inteligentes, "avançadas", loucas, diriam alguns.E quantos conselhos! Quando a nossa cabeça parecia ter "dado um nó", aí rumávamos nós a Afife, a aclarar as ideias, para tomar decisões, fazer escolhas, optar por este ou aquele caminho...! Sem dramas. Com alguma ironia, tantas vezes com aquele humor castiço, à moda do Minho! Como dizia o "Tone" ,ou o Ti Manel. Ou a senhora Rosinha. Sei lá! os nomes até podem nem ser estes; e também não faz mal. Todos eram referidos com graça,mas sempre com respeito.

 

A morte pode roubar-nos um corpo. Mas não nos leva as gratas memórias, as imagens de um são convívio e duma sólida amizade, que passou de pais para filhos e já vai nos netos.

Um aprendeu com ele a acender uma lareira, outra segue à risca os princípios da reciclagem, da compostagem , da fertilização biológica...eu crio as plantas que me foram ofereidas em vasinhos e hoje invadem o meu quintal...e todos recordamos a voz característica, de cana rachada, dizia ele, que nos saudava à chegada e nos desejava, `a partida, boa vigem "vão com cuidado, há para aí uns "gajos" malucos na estrada..."

 

Ai que saudade, meu Amigo! Como lamento não ter rumado com mais frequência a Afife...

Descanse em paz. Merece, pois, em vida, contribuiu para a fomentar no seu meio, pelo trabalho, pela dedicação às causa dos mais desprotegios, pelo exemplo de uma vida sá,equilibrada, sem a fobia do "ter" destes tempos,muito mais empenhado no "ser", sendo...sendo um ser de excepção. Que nos orgulhamos de ter tido por Amigo.

publicado por mfssantos às 18:29

21
Mai 09

Às vezes, dou comigo a "invejar" a vida das nossas avós! Uma calmaria, se compararmos com as correrias do nosso tempo! Dantes, era uma espécie de "Upstairs, Downstairs", de um lado o pessoal que movimentava a máquina, do outro "a senhora" que comandava as hostes, recebia amigos à hora do chá, se engalanava para  o jantar ou paras as festas ...

Havia tempo para os bordados, a pintura,os passeios a pé e os piqueniques...ao serão jogava-sa as cartas, trocavam-se receitas,punha-se a conversa "em dia"...às  vezes havia quem tocasse piano, bandolim, que sei eu! e cantar em grupo era habitual...

Hoje ,o tempo vôa, corre...e nós corremos com ele, de casa para o emprego, do emprego a buscar as crianças, para logo em seguia as levar à música, ao ginásio, ao picadeiro para andar a cavalo...A família inteira se rege por minutos e segundos, saem de manhã e só lá perto das nove entram em casa, prontos para um banho regenerador e para uma refeição que ainda vai ser acabada...Isto de segunda a sexta, com a continuação, embora com objectivos algo diferentes,dos horários apertados, preenchidos por completourante o fim e semana...

 

Bom seria que pudéssemos, das duas alternativas  escolher o melhor e, daí, fazer um ramalhete para programa de uma vida mais equilibrada! Uff! 

publicado por mfssantos às 18:06

13
Mai 09

 

 

 

Magalhães.Nome cheio de pregaminhos...Não sei quem se lembrou do nome para o objecto que está a chegar às escolas e a pôr - graúdos e miúdos- em polvorosa!

É que se trata de um pequeno computador - pequeno,pois se destina a mãozinhas pequenas e...a enormíssimas curiosidades. Que irão fazer as nossas crianças com tal instrumento nas mãos? Brincar? Jogar? Pesquisar qualquer coisa...? E quando tiverem dúvidas? Quem lhas vai tirar? O colega do lado, que já usava o computador do pai lá em casa? O velho professor, mestre respeitado, mas distante das novas tecnologias...? Quem sabe não vão aprender todos juntos, reforçando laços de confiança e de mútua amizade respeitosa ?

A novidade causa sempre reboliço, confusão...Mas a dúvida, se for metódica , conduz a soluções, significa aprendizagem, evolução, mudança...Não vai solucionar todos os problemas do ensino/aprendizagem em Portugal.Mas tenho esperança que seja um passo em direcção ao futuro.

 

MfsSantos

publicado por mfssantos às 11:14

08
Mai 09

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/flores-e-plantas-para-colorir/Flores para a Mãe

Para ti, Mãe, que cuidaste com desvelo das flores do teu jardim – chagas, crisântemos, gladíolos, gipsofila, zínias, cécias… - estas flores sem perfume, mas prova de gratas lembranças.

MfsSantos

 

publicado por mfssantos às 10:16

06
Mai 09

Ando à volta com as fotos...

Quando conseguirei colocar uma foto no blog sem dificuldae? Terei de a transferir do local onde ela se encontra...E , se não for minha, terei que a guarar no meu album "Mina37" primeiro...

Isto penso eu...Mas, nem fazendo este raciocínio tenho tido êxito...Azelhices...Parece mesmo que o "meu negòcio" é escrever...Aí, se tenho algo a partilhar, não me ataranto...

 

Copiar e colar exige URL...e é aqui que eu emperro...

publicado por mfssantos às 22:41

03
Mai 09

Os dias de...não me motivam muito...

Mas a palavra Mãe é demasiado  poderosa  para se ficar indiferente...É que , enquanto crianças, nem nos apercebemos de quanto dela dependemos! Ela lá está, quando dela precisamos. Volvidos adolescenres, damos connosco a confrontar a mãe, a discordar,das obrigções,das horas de chegada a casa, das festas a que queremos ir, dos amigos cuja convivência nos atrai...isto, quando não discordamos, só, por espírito de contradição...

Vamos crescendo, em tamanho e responsabilidades, e, de repente, damos com nós próprias já mães! E é então que a nossa mãe se torna definitivamente importante, insubstituível, braço direito...isto até quando não estamos bem de acordo com métodos e processos...E os nossos filhos sorriem no colo da avó, correm para ela quando fazem um do-dói, agarram-se-lhe à saia..."Avó, canta! Avó, conta uma história..."E esta mãe duas vezes canta, conta, faz, fica, vai...porque os seus meninos estão à frente de tudo.E reza, quem sabe ,como naquela  aldeia, em que ela, a avó,"responsa" os netos...os encomenda ao Anjo da Guarda...

E quando as forças faltam e a idade pesa,quando a passagem para uma outra vida se aproxima, tudo o que possa fazer-se para  adoçar o caminho será pouco, comparativamente ao peso que uma  mãe tem em qualquer família.

São todas as Mães, com M maiúsculo, que celebramos no dia de hoje. Obrigada, Mãe!

publicado por mfssantos às 15:37

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