"cantarei" o que a vida me oferecer... bichos...efemérides...alegrias...raivas(!) e o que mais adiante se verá!

06
Ago 11

Muito se tem dito no últimos tempos sobre eles...Todavia...as filas de carros nas horas de ponta (e não só) são intermináveis! Dentro de cada veículo...as mais das vezes...apenas o condutor / condutora...E os combustíveis encarecem a cada semana...enquanto existirem... As portagens são cada vez mais frequentes, até se fala em portajar a entrada no centro das grandes cidades, como já acontece em Londres, por exemplo...O serviço público de transporte é um bem precioso e indispensável!Porém,cada um procura a sua comodidade, é natural. Às vezes... nem há outra alternativa...E, quem pode...vai de carro!

É de alternativas que gostaria de falar. Desde criança ouvi falar de alternativas ao Ramal da Lousã - que vai um pouco mais longe, até Serpins.

Os velhos combóios, a vapor, serpenteavam no vale, servindo as populações que procuravam acesso a Coimbra por motivos vários - trabalho, escola, hospital, viagens de núpcias, quando o casamento era celebrado às 7 da manhã, o pequeno almoço era o "banquete" e o táxi da aldeia levava os noivos de corrida ao primeiro combóio de passageiros, quem sabe, rumo à Figueira da Foz...E o combóio atravessava o Largo da Portagem, monstro imponente e poderoso, que fazia parar o trânsito e punha em sentido os passantes! Vieram as automotoras e os tempos de viagem diminuiram, meia horita punha as gentes das faldas da serra na cidade. De uma carruagem... passou-se para três ou quatro; de três ou quatro ligações ao dia ...passou a haver ligações quase  hora a hora. E o povo estava servido...talvez não com o maior conforto; mas...de forma aceitável...enfim, de acordo com uma mentalidade pouco disposta a questionar-se sobre as possibilidades...

Anos a fio ouvi falar da transformação do ramal ferroviário em metro de superfície. E criaram-se comissões, reuniões ,discussões, a Metro -Mondego aparecia nos jornais...nem sempre pela positiva... E, quando as gentes já se  questionavam sobre a resolução, em tempo útil, do problema... os combóios pararam, a linha começou a ser levantada, carreiras de autocarro passaram a parar no largo da estação para acolher os utentes e os transportar, curva contra curva , desce e sobe, pára arranca, os quase trinta quilómetros até à cidade por estradas de traçado antiquado... já lá vão...dois anos... Sabe Deus quanto mais tempo!

Transportes públicos? Para servir comunidades que trabalham longe do local de suas residências...que não têm alternativa,nem de transporte nem de trabalho...onde estão? Os passes, os bilhetes...não serão baratos, mas, em todo o caso, a ferrovia suplanta o desconforto da viagem por estrada. Os miúdos das escolas já não fazem os trabalhos  no regresso a casa, as mulheres já não agulham rendas e malhas no percurso, e aqueles que sonhavam de olhos abertos já não desenham nem escrevem poesia...

Haja quem, rapidamente, acabe a transformação começada, com urgência e com êxito! A tempo de os mais velhos ainda poderem experimentar as melhorias! 

publicado por mfssantos às 17:08

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