"cantarei" o que a vida me oferecer... bichos...efemérides...alegrias...raivas(!) e o que mais adiante se verá!

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Mai 11

Os laços que se constroem ao longo da vida marcam "na hora", na altura em que se estabelecem, mas marcam mais profundamente ainda com o passar do tempo. É assim que os amigos que fizemos na adolescência jamais são esquecidos; as amizades entre casais jovens são para a vida; o bom relacionamento que logre estabelecer-se profissionalmente, chefe -subordinados, empregados -patrões,entre  colegas e companheiros, parceiros de carteira, de jogos, de negócios...de aflição...de êxitos e de fracasssos...todos estes laços crescem e agigantam-se numa idade mais avançada, quando profissionalmente "fomos dispensados" (reformados, aposentados, relegados para o nosso canto...), quando as nosas "dobradiças" começam a emperrar e a mobilidade já se "esqueceu" do que é ter vinte anos, até mesmo quando os nomes nos "passam"- que não a voz, os rostos... - quando já quase nos parece ser difícil reencontrar, reviver, recordar, re-atar (voltar a atar) os fios embaraçados, enovelados, talvez partidos e a pedir emenda, lá surge a ideia, lá vem a sugestão, o convite, a marcação de...uma reunião de curso, dos antigos estudantes de...Coimbra, Lisboa ou de Casais da Serra...dos operários da fábrica tal, dos funcionários da repartição X...É um total alvoroço!Com organização cuidada, ou de improviso, apenas assinalado um local , data e hora, e eles aí começam a aparecer, a Maria e o António, o Joaquim , o Manuel, a Eduarda , a Conceição...às vezes com os filhos, e até com os netos..Logo o convívio se estabelece, após os abraços, as pancadinhas nas costas,as saudações amistosas. E é o recordar de uma vida, muitas vidas, sorrisos no rosto, às vezes os olhos enevoados pela partida de alguém, mas sempre aquela força interior de se saber reconhecido, estimado, valorizado pelos seus pares, que connosco construiram algo que perdura, que podemos deixar como exemplo para os mais novos...

 

"Mãe, de facto estes vossos encontros são...diferentes!", dizia uma filha  de dezóito anos para uma mãe que revivia com colegas os tempos universitários e a participação nos grupos académicos de então.

 

Neste mesmo espírito se juntaram há dias os professores que exerceram no antigo Liceu na segunda metade dos anos sessenta, e que continuaram, até hoje, a cultivar o prazer das coisas simples.

publicado por mfssantos às 11:24

Muito obrigado pelas palavras sábias e valorização das amizades, do viver intensamente e o valor do estudo que realçaste na História da vida da aluna circense. Quando o conselho (no caso, de uma avó) é bom, é sempre benvindo.
Celso Kill a 15 de Junho de 2011 às 12:22

Obrigada por dar valor às opiniões de uma avó...
Saudações cordiais.
mfssantos a 16 de Junho de 2011 às 19:31

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